IESF | Instituto de Estudos Superiores de Fafe

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“O futuro da humanidade depende em grande parte do desenvolvimento cultural, científico e tecnológico; e que este   é construído em centros de cultura, conhecimento e pesquisa   em que se conformam as verdadeiras universidades.”*
* Preâmbulo da Magna Carta Universitatum, Bolonha, 1988.

 O IESF: contando uma história...

O Instituto de Estudos Superiores de Fafe é, hoje, uma referência na formação inicial e pós-graduada, não só pela inovação metodológica e pela investigação aplicada, mas também pela coerência do seu percurso de quase um quarto de século.

A origem remota deste Instituto pode ser encontrada em 1985, na Escola de Educadores de Infância de Fafe, a funcionar na Rua Montenegro, no centro da Cidade de Fafe, ministrando um curso médio de Educadores de Infância com uma capacidade inicial de 76 alunas.

A actual Escola Superior de Educação de Fafe surge de um processo de reconversão, concretizado em 1988, com apenas um bacharelato em Educadores de Infância e um universo de 220 alunos. A sua entidade instituidora passa a ser designada ESEIF - Escola de Educadores de Infância de Fafe, Lda. É também nesta data que surge a necessidade de construção de um novo edifício, edificado de raiz na Freguesia de Medelo, Fafe. Inicia-se, por esta altura, uma dinâmica perfeitamente enquadrada na vida académica nacional, que será plenamente concretizada com a aprovação dos seus estatutos pelo Ministério da Educação em 1999.

A Escola Superior de Tecnologias de Fafe (E.S.T.F) tem um início mais tardio e resulta da separação do curso de Informática e Gestão, iniciado em 1990, da Escola de Educação, tendo sido aprovada oficialmente em 1993.

Já sob a designação de "IESF – Instituto de Estudos Superiores de Fafe, Lda", a instituição consolidou a sua oferta formativa na Escola Superior de Educação, formação inicial, qualificante e de especialização para professores e educadores, e na Escola Superior de Tecnologias, houve, principalmente, um reforço na área da informática e da contabilidade. Em colaboração com prestigiadas universidade Espanholas, e cumprindo uma vontade de cooperação com instituições de ensino de dimensão internacional, realizam-se cursos de doutoramentos em áreas como a Educação Especial, a Tecnologia Educativa ou a Inovação nos Âmbitos da Avaliação, Orientação e Gestão Educativa.

Como é patente em muitos dos artigos desta revista, o Iesf desenvolveu nos últimos anos as necessárias iniciativas para a plena adesão ao processo de Bolonha e ao Espaço Europeu de Ensino Superior; adequando as suas formações, metodologias, espaços ao novo espírito do Ensino Superior Europeu. Apesar da retracção em número de alunos sentida na generalidade do Ensino Superior Nacional, O Iesf completou a sua transformação de uma escola com um curso de Educação de Infância, em 1985, para um Instituto de estudos Superiores, entidade instituidora de duas escolas que ministram, presentemente, quase duas dezenas de cursos e orientam, em formação, perto de mil alunos.

No entanto, mais do que o genuíno orgulho pelas conquistas, o que mais nos apraz sublinhar da nossa história, são as linhas que norteiam toda a vida institucional e formativa: i) a intervenção forte e assumida no Humano, onde se coloca a Pessoa no centro das Políticas Educativas, concretizada na abordagem multicultural e numa organização democrática com responsabilidades distribuídas; ii) a forte ligação à comunidade, especialmente valorizada e acarinhada ao nível da relação com as escolas / jardins-de-infância e empresas no âmbito dos estágios na cedência e partilha de emoções, iii) a responsabilidade como actor social de desenvolvimento sustentada na capacidade de se adaptar constantemente, transformando as formações oferecidas, num acompanhamento constante às metamorfoses do ensino superior, auscultando as necessidades sociais e acompanhando as tendências de vanguarda à escala europeia ou mundial, iv) o constante Compromisso com a qualidade a todos os níveis, dos espaços à gestão, do ensino às tecnologias, apostando em sistemas de gestão de qualidade, qualificando os seus quadros e modernizando as suas parcerias; v) a afirmação pela diferença que se espelha num corpo docente jovem, em alunos criativos, na modernidade dos espaços e no cosmopolitismo das soluções que todos os dias renovam as nossas práticas; vi) na forma de entender e superar os tradicionais antagonismos que marcam o nosso sistema de ensino: buscando o melhor do público, do privado, do universitário e do politécnico, assumindo-se como uma escola pública embora de tutela privada, uma entidade que visa servir a região e o país, facultando uma formação inovadora aos seus estudantes com proximidade, transparência, rigor e fidelidade permitindo uma tutoria de respostas personalizadas.

            A história desta instituição, ainda jovem, todavia próxima de uma primeira maturidade, reflecte-se na pluralidade discursiva e de processos deste primeiro número da Revista. Espera-se que a revista possa ilustrar um pouco do quotidiano das duas Escolas e transmitir aos seus leitores o entusiasmo com que os diversos actores da vida do Iesf perseguem um ideal de conhecimento partilhado.

 

 

        

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