Apresentação: O Autismo era considerado, na década de 1960, como uma perturbação relativamente pouco frequente (quatro a cinco indivíduos em cada dez mil). Mais tarde, por volta da década de oitenta, definiu-se uma prevalência que ronda os quatro a seis casos de Autismo em cada dez mil pessoas. Face às mudanças e evoluções do conceito e, igualmente, dos critérios de diagnóstico, estudos mais recentes apontam para uma incidência de um a dois em cada mil indivíduos. A inevitabilidade de um acompanhamento adequado da criança com Autismo implica a urgência do conhecimento sobre esta perturbação do desenvolvimento, bem como a necessidade de uma reflexão e mudança da escola e, obrigatoriamente, do Educador/Professor. Por outro lado, constata-se a ausência de uma resposta conseguida face ao crescente número de crianças portadoras de algum tipo de Necessidade Educativa Especial que cada vez mais integram a Escola. Esta realidade é, com grande frequência, verbalizada pelos Professores e Educadores, que confessam a sua impotência, assim como pelas Equipas de Educação Especial, cujos recursos se demonstram insuficientes para um real apoio a estas crianças. Assim, definem-se como objectivos principais desta equipa: 1. Caracterizar as Perturbações do Espectro do Autismo no concelho de Fafe, relativamente à sua prevalência, integração em Unidades de Intervenção Educativa e acompanhamento pela Educação Especial. 2. Identificar as necessidades de formação dos Educadores/Professores relativamente à problemática do Autismo. 3. Estimular o desenvolvimento de acções que visem a promoção do conhecimento do Autismo junto dos Agentes Educativos 4. Caracterizar as Necessidades Educativas Especiais no contexto do concelho de Fafe, no sentido de possibilitar uma colaboração do Gabinete de Psicologia do IESF junto das Equipas de Educação Especial dos vários Agrupamentos Palavras-chave: Autismo, Necessidades Educativas Especiais |